malha livre / free mesh

DIVERGÊNCIA ESTÉTICA

Cap.1 Salão Modernista

curadoria Gabriela Inui

artistas Gregori Warchavchik, Ronaldo Grossman, Paloma Klisys, Rodrigo Erib, Maitê Bueno, Mauro Restiffe, Rodrigo Garcia Dutra, Jorge Bassani, Francisco Zorzete, Juliana Freire Reflexões poéticas e musicais Alpa Kamashka Akasha (El in-cantante diSerpientes Majestosas), Roger W Lima, Tiel Del Valhe, Pedro Vicente, Fernando Alves Pinto, Jeyne Stakflett, Virginie Boutaud, Sonpekiza Trio

Sábado 29 de Junho de 2019 no CENTRO DA TERRA até 20 de Agosto, segunda a sexta das 9h as 21h.

R. Piracuama, 19 – Perdizes, São Paulo – SP, 05017-040

das 12h as 20h segundas as sextas fechado sábado e domingo

Mostra no Café e Teatro, performance, show e ocupação dos espaços, lançamento de uma nova edição na vitrine da Multiplique Boutique

Caminhando nas Malhas da Liberdade

PRIMEIRO NÓ DA MALHA Divergência Estética Cap.1 (Antes que o Salão de Festas Modernista seja destruído), uma mostra crítica no Centro da Terra.

A mostra surge a partir da notícia que será construído uma Arena no Clube Pinheiros, para substituir, renovar e “modernizar” o Salão de Festas Modernista projetado por Gregori Warchavchik, o arquiteto e designer precursor do Modernismo no Brasil. No mesmo período em que duas instituições de arte importantes fazem uma grande exposição em homenagem ao arquiteto. O Itaú Cultural e o Museu Lasar Segall com a “Ocupação Gregori Warchavchik ” https://www.itaucultural.org.br/ocupacao/gregori-warchavchik/ em exposição até 23 de Junho de 2019.

Ainda pouco documentado e conhecido, o arquiteto representa A RUPTURA, que retira todo o ornamento da arquitetura e do design nos anos 20, contemporâneo a Bauhaus, em São Paulo.

Nessa situação borderline, o grito é dado na mostra Divergência Estética no Centro da Terra, para expressar com arte a ignorância de não reconhecer nosso próprio legado e seu valor.

Se eles vão demolir, vamos documentar com reflexão, em uma mostra crítica a essa destruição. Construindo o primeiro nó da Malha de inteligência coletiva, que têm a intenção unir micropolítica à cultura em uma resistência, nesse momento presente que propõe o neo nada.

@ Mauro Restiffe, Salão de Festas, 2019, silver print, 40 x 50 cm ed. 1/10
courtesy Fortes D’Aloia & Gabriel

No Instagram com Mauro Restiffe, onde ele se coloca em um post meu crítico a derrubada do salão modernista de Gregori Warchavchik. Ali o convido para ir ao salão de festa no Clube Pinheiros fotografá-lo, o que para a felicidade de todos envolvidos no ativismo para preservar o salão aconteceu, com a ajuda de uma conselheira do clube Ana Claudia Sá, que agradeço aqui. A realização de uma foto emblemática, ao tornar esse salão que parece ser desprezado, em uma peça de arte de um fotografo, que em sua potente carreira têm a memória e a fotografia como suporte e revela em suas fotos, ares atempáreis em um lirismo que evoca a emotividade, memória, o passado e nossa história. Conseguindo relacionar ao sistema da arte contemporânea sua fotografia e técnica analógica, usando-os como conceito do trabalho, que atinge um raro lugar de destaque da fotografia na arte contemporânea, sendo adquirido pelas principais coleções de museus do mundo como Tate Modern UK e MoMA NY and SF.

Nesse contexto a Multiplique Boutique mostra em sua vitrine de arte no Centro da Terra, pela primeira vez a foto do Salão de Festas Modernista por Mauro Restiffe, resultado desse ensaio de uma tarde no clube, com o apoio de sua galeria Fortes D’Aloia & Gabriel e Ana Varella. Todos os agradecimentos ao artista Mauro Restiffe que foi o verdadeiro condutor para que chegássemos a esse feito. Muito obrigada Mauro Restiffe!

Mauro Restiffe (1970 São José do Rio Pardo, vive em São Paulo), artista fotógrafo, formado em cinema na Faculdade de Comunicação da Fundação Armando Álvares Penteado São Paulo em 1993, quando já participa de suas primeiras exposições como no 1º Mês Internacional da Fotografia, no Sesc Pompéia, em São Paulo. Em 1994, recebe o Prêmio Estímulo de Fotografia, concedido pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Estuda fotografia no International Center of Photography, em Nova York, entre 1994 e 1995. Nesse ano e nessa mesma instituição, participa da coletiva One Year Program Students Exhibitions. De volta ao Brasil, expõe em diversas cidades brasileiras, como Rio de Janeiro (Projeto Macunaíma, 1997), Salvador (6º Salão MAM-Bahia, 1997) e Goiânia (Entre o Eu e o Mundo, 1999). É contemplado, em 2000, com a bolsa ApARTES, concedida pelo Ministério da Cultura (MinC). Neste mesmo ano, realiza suas duas primeiras exposições individuais, no Espaço Cultural Sérgio Porto, no Rio de Janeiro, e na galeria Thomas Cohn, em São Paulo. Em 2001, recebe dois prêmios, ambos em Nova York: The Louis Comfort Tiffany Biennial Award e Rema Hort Mann Art Grant. Entre 2001 e 2003, estuda no departamento de artes da Universidade de Nova York. Suas mais recentes exposições individuais: 2019 – Marina Rheingantz & Mauro Restiffe: Rebote, Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil; OGR Torino, Torino, Italy; Galeria Zé dos Bois, Lisboa, Portugal. 2018 – Fora de Alcance, Instituto Moreira Salles, São Paulo, Brasil; 2017 Álbum, Pinacoteca de São Paulo, São Paulo, Brasil; 2016 Post-Soviet Russia 1995-2015, Garage Museum of Contemporary Art, Moscow, Russia; Rússia, Galeria Fortes Vilaça, São Paulo, Brasil.
Está em importantes coleções de Museus nacionais e internacionais como Tate Modern, London, UK; MoMA – The Museum of Modern Art, New York, USA; SF MOMA – San Francisco Museum of Modern Art, San Francisco, USA; TBA21 – Thyssen-Bornemisza Art Contemporary, Vienna, Austria; Bronx Museum of the Arts, New York, USA; Fondazione Fotografia Cassa di Risparmio di Modena, Modena, Italy; Centro Galego de Arte Contemporanea, Santiago de Compostela, Spain; Colección Cisneros, Caracas, Venezuela; Instituto Moreira Salles, Rio de Janeiro, Brasil; MAC USP – Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil; MAC USP – Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil; MON – Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil; Inhotim, Brumadinho, Brasil.

Mauro Restiffe Salão de Festas 2019 sobre Parede Pintura Mônica Nador estêncil Amazonia

“Divergência Estética”

De um ponto único onde todos são iguais, partem dois espaços. Entre eles uma rachadura fronteiriça: uma linha que separa, especulando a existência de uma divergência essencial.  Em um lado um corpo ou espírito estético, uma crítica do zeitgeist, uma base de fundamentação teórica sobre os objetos.  No outro lado a inexistência, a não-crítica, a ignorância, a não-ética do ponto de vista estético (pela ausência de reflexão) e a ‘outra-moral’.  A partir do salão de festas feito pelo pioneiro da arquitetura modernista no país Gregori Warchavchik, no tradicional clube Pinheiros em São Paulo, vem o grito. A tentativa de frear o novo plano arquitetônico para o espaço, que modificará suas características, se tornou a semente da discussão sobre Divergência Estética.  Na divergência entre presença e ausência se tem aqui uma reivindicação ululante do positivo e também uma dificuldade de dar forma ao seu opositor: como se representaria a não-estética?  O problema está nesse espaço vazio, por onde avançam e ocupam espaços os atores automatizados do esvaziamento estético, com seu conjunto de valores desprovido de abstração reflexiva, movidos por uma incriável economia e pelo vácuo de conceitos, tal a idéia de “modernização” (modernizar a obra de um modernista?).  Essa diferença essencial entre a manutenção da própria história e o atendimento ao furor histérico das reformas se coloca como analogia central do embate contemporâneo.” Rodrigo Erib

“Divergência Estética como metáfora á Divergência Política, em um evento fórum, no qual seja possível o espaço ser debatido e repensado em suas diversas faces, bem como a arte fomentada para além de individualidades e nichos, mas como expressão dum movimento mais amplo, de união e resistência perante o embrutecimento – endurecimento que precisa ser revertido, através da arte, da poesia, da natureza e da comunhão.” Tiel Del Valhe

com a participação de:

Ronaldo Grossman, Meia Noite, 2016 pigmento mineral s papel algodão feito a mão, 144×108 cm

Ronaldo Grossman (1972 Rio do de Janeiro, vive em São Paulo) Artista plástico e galerista baseado em S.Paulo e Lisboa, Ronaldo Grossman investiga em seus trabalhos artísticos e curatoriais, modos insuspeitos de relacionamento do outro — o legado da tradição, o expectador, etc. — no corpo da arte que cria, e das exposições que realiza em sua galeria, a Novembro Arte contemporânea. Além de produzir uma pintura em que os espaços e tons vêm a ser e se desdobram a partir da consciência da existência (concreta) do observador, Grossman reuniu, nos últimos anos, um acervo especial de obras modernas e contemporâneas com o qual criou um trabalho-em-progresso simultaneamente artístico e curatorial, denominado A galeria das contas de vidro, que põe em convivência e relação artistas de procedências diversas, e assim revela vínculos surpreendentes entre eles. A pintura e a coleção são, assim, meios distintos de lidar com a inscrição do outro na carne da obra. Na malha apresenta junto a suas pinturas seu mais recente trabalho a Galeria das Contas de Vidro, onde traça uma curadoria com artistas contemporâneos emergentes, que compuseram obras em diversas mídias para a sua exposição “As Afinidades Eletivas”, realizada em abril/maio de 2019 com a Novembro Arte Contemporânea no Porão da Cerveja, São Paulo. Nesse contexto surgem os enlaces com os artistas que participaram da exposição de Grossman, onde a Malha foi apresentada por Gabriela Inui, resultando na participação dos artistas: Maitê Bueno, Rodrigo Erib e Paloma Klisys na mostra “Divergência Estética” no Centro da Terra. Em uma ação reflexiva e de co curadoria na obra em progresso, onde agora se joga com o legado modernista, sua preservação e destruição. Agradeço aqui a participação e apoio de Ronaldo Grossman para o início da Malha, em seu impulso inicial que me incentivou a executar esse projeto.

Divergência Estética Cap 1 Salão Modernista 29 de Junho de 2019
Paloma Klisys “Political Drama”

Paloma Klisys (1981 nasceu e vive em São Paulo) artista sonora e transmídia, escritora, poeta . Criadora INTERdependente, transitou nas últimas duas décadas por uma série de coletivos artísticos com características diferentes e desenvolve processos criativos translinguagens nos quais explora intercessões possíveis entre a performance/interferência urbana, o áudio visual e a palavra falada e escrita.

Rodrigo Erib, Sem Título, 2011-19, Gelatin silver process 50 x70 cm
SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 – Exposição “Divergência Estética cap.1”, no espaço cultural Centro da Terra. Com curadoria de Gabriela Inui, a mostra é o primeiro nó de uma Malha de inteligência coletiva. Foto de Jefferson Coppola
SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 – Exposição “Divergência Estética cap.1”, no espaço cultural Centro da Terra. Com curadoria de Gabriela Inui, a mostra é o primeiro nó de uma Malha de inteligência coletiva. Foto de Jefferson Coppola
SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 “Vaso Sonoro”
Estado Low, arte sonora na escada da exposição Divergência Estética

Rodrigo Erib, (1981 nasceu e vive em São Paulo) artista fotografo e escritor, tem como veículo principal de sua pesquisa artística o Retrato, gênero ao qual se dedica desde o início no campo da fotografia – por volta dos anos 2000. Formado em Letras em 2006, começou a escrever continuamente em 2017 com a série “Lowdorante”, através da qual se juntou a outros artistas. Em trabalho recente, convida músicos que criam a partir de seus escritos uma peça sonora. Desde 2016 atua também como acompanhante terapêutico na área da saúde mental. Tudo isso desemboca na sua fotografia.

Maitê Bueno
Vaso Sonoro . Shape de madeira, trucks de ferro, tinta spray, cerâmica, terra vegetal e
Mandacaru (espécie botânica do gênero Cereus sp.).- 1,87×0,38×0,70 . Foto de Jefferson Coppola

Image may contain: 1 person, standing
Vaso Sonoro Maitê Bueno
Shape de madeira, trucks de ferro, tinta spray, cerâmica, terra vegetal e
Mandacaru (espécie botânica do gênero Cereus sp.).- 1,87×0,38×0,70 . Foto de Jefferson Coppola

Maitê Bueno, (1985, nasceu e vive em São Paulo) artista bióloga, mestre em ciências pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, atua no design ecológico da paisagem urbana. Dentre suas produções, propõe intervenções com plantas em um propósito que vai além do repertório da arte, assumindo outras esferas de ações, como a adaptação das infraestruturas aos ciclos da natureza, a ideia dos jardins e suas funções, a valorização dos processos naturais e das espécies botânicas e suas interações com o mundo.

Outras relações e intersecções / Other relations and intersections

Rodrigo Garcia Dutra Projektion ed. 10 tríptico vitrine da Multiplique Boutique
@Rodrigo Garcia DutraProjektion“, 2011

Rodrigo Garcia Dutra (1981 Rio de Janeiro , vive em Alto Paraíso de Goiás, Brasil) Artista Plástico, possui Master Fine Arts pela Central Saint Martin of Art and Design, Londres, Reino Unido (2009) com bolsa da Lismore Castle Scholarship e Master em Escultura no Royal College of Arts, em Londres, Reino Unido (2014). Recebeu prêmio da Fundação Bienal de São Paulo, SP, Programa Brasil Arte Contemporânea. Sua prática de pesquisa artística remonta momentos no tempo que influenciaram a estética do mundo como nós o percebemos hoje. Ao construir uma coleção de fatos, objetos encontrados, presentes e lugares por onde viajou, o artista re-trabalha estes elementos através de desenho, pintura, fundição em bronze, traçados de carvão, edição de vídeo e arranjo / re-arranjo deles no espaço para dessa forma colocar estes momentos ou situações em evidência lançando uma nova luz sobre eles.

Rodrigo Garcia Dutra Projektion, 2011. Video. 3’23” 

Uma sobreposição de um filme da vanguarda modernista alemã, do artista Hans Richter (1888-1976), sobre um filme dos anos 30 de uma das primeiras casas modernista construídas no Brasil do arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik na Rua Itápolis inaugurada em 1930. A primeira abertura para público de uma casa modernista no Brasil, que incluiu uma exposição de obras de arte modernista, entre elas duas pinturas da Tarsila Amaral e o jardim modernista de MinaKlabin com o design modernista do arquiteto.
Os grafismos e formas puras de Richter remetem à arte construtivista e lembram a vocação original da casa, que quebra padrões arquitetônicos em busca de simplicidade e funcionalidade, inserindo o projeto modernista no contexto da cidade. A obra ressalta a conexão formal e política entre arte, design e arquitetura modernos.
Warchavchik foi uma figura chave para compreender as relações entre a arte e arquitetura Européia de vanguarda e o modernismo latino-americano. Richter foi um pintor alemão, artista gráfico, vanguardista, pesquisador e produtor, que viveu em Berlim, fazendo experiências com cinema abstrato, ao mesmo tempo que Warchavchik construía suas primeiras casas modernistas no Brasil. Nenhum dos dois tinha ligação direta com a Bauhaus,apesar do fato de que Warchavchik estudou com Walter Gropius em anos anteriores e Hans Richter trabalhava com assistentes que passaram pela escola.
Em 2010, tornei-me vizinho desta casa que foi construída por Warchavchik. Houve uma celebração na época em homenagem aos seus 80 anos resgatando o espírito utópico da década de 1920 onde aconteceuuma exposição de artistas modernistas. Ela representa o primeiro esforço em trazer para o Brasil o Estilo Internacional. Hoje a casa é residência do neto de Warchavchik e sua esposa.  Construída como símbolo do funcionalismo universal, por sua simplicidade e fácil replicação esta obra arquitetônica torna-se um ícone de prestigio e bom gosto.

is a video created through the juxtaposition of an abstract film made by Hans Richter in 1923 over the photograph of the Modernist House at Itápolis Street by Gregori Warchavski. Hans Richter was a German artist, living in Berlin, experimenting with abstract cinema atthe same time as Warchavski in Brazil was building the first modernist houses in the country. Neither of them had direct connection with the Bauhaus despite the fact that Warchavski studied with Walter Groupious in previous years and Hans Richter had assistants who studied there.
In 2010, I became neighbor of this house. It was build by Gregory Warchavsky in the 20’s and inaugurated in 1930 with an exhibition of the current modernist artists from Brazil. 80 years later I got to be right there on it’s re-launch with the original furniture. Now the house is the residency of Warchavsky’s grandson and his wife, the daughter of an important fashion editor in Brazil. A house that was build as symbol of universal functionalism was made now a fashionable icon of prestige and good taste. The house intrigued me by the simplicity and beauty but also by its historic importance and iconographic value. This house represents the first effort to bring to Brazil at that time the news of the international style. Gregori Warchavski (1896-1972) is a key figure to understand the relationships between art and architecture, the European avant-garde and the Latin-American Modernism.
I lived around this house for a year. From my room, I could see the house from my window. I developed a voyeuristic relationship with the people living there. There’s something beautiful about the house considering the utopian claims they made in the beginning when they build it for the first time. 
“The significance of a private home dating from the modern period is the subject of Rodrigo Garcia Dutra’s work “Projektion”. This kind of house does not age like many other so-called “anonymous” homes that do not have a renowned architect as a symbiotic part of their inhabitants. Later mostly listed as historic buildings, these homes were initially often commissioned as status symbols evincing a certain position in society. In his work Dutra superimposes an abstract film by Hans Richter of 1923 onto a black and white photograph of the “Casa Modernista” (1930), a model house designed by the Ukrainian-Brazilian architect Gregori Warchavchik in São Paulo. Dutra is only partially interested in the iconographic significance of this house in the context of the “international style” that spread throughout the globe and fostered an aesthetic of abstract forms (as did Hans Richter’s optical “Rhythmus” films). Instead of being concerned with modernism per se, Dutra is far more interested in its consequences: the problem of a lacking subjective dimension that is cut out by this kind of architecture and that is today recognized as an aspect of the failure of modernism (which is why the film is called “Projektion”, suggesting representation, figure, draft, reproduction, relocation). “

Capa da revista Alienart agosto 1978
Alienarte, 1979

Jorge Bassani
Chico Zorzete

Jorge BassaniFrancisco Zorzete iniciaram suas carreiras nos anos 70 com a criação dos coletivos de ação cultural Alienartee o GRUPO MANGA ROSA em que realizaram ações na cidade como Sinalização (de) Formativa(1979), Projeto Ao-ar-livre(1980), Homenagem a Flavio de Carvalho(1982). Com o término das atividades do grupo em 1983, em dupla realizaram por quatro anos um extenso trabalho investigando diálogos entre o espaço tridimensional e a Poesia Concreta. Entre as exibições de produtos deste trabalho, destacam-se as instalações em espaços públicos, A Rosa Doente (1984) e Concretus(1985). Bassani e Zorzete juntos participaram de exposições individuais (da dupla) e coletivas como, Imagicidade(CCSP, 1986), Panorama da Arte Atual Brasileira(MAM-SP, 1985), Transcriar(MAC-SP, 1986) e, mais recentemente, em 2013, publicaram São Paulo: Cidade e Arquitetura – Um Guia, com a seleção de 284 obras arquitetônicas mapeadas no contexto da infraestrutura urbana de cada época  nos diversos períodos históricos de São Paulo. Em 2017 e 18 apresentaram a exposição Concrescer (com traduções tridimensionais de poemas concretos) na Casa das Rosas (São Paulo) e no Parque das Ruínas (Rio de Janeiro)

Jorge Bassani (1959 nasceu e vive em São Paulo) mestre e doutor em Arquitetura e Urbanismo, professor no Departamento de História da FAU-USP, onde coordena o Grupo de Estudos Mapografias Urbanas. Integra como co-coordenador o grupo de pesquisa internacional ARTSBANK sediado no ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa, dedicado ao estudo das transformações nas bordas metropolitanas a partir de suas produções culturais. Nos últimos anos vem desenvolvendo a pesquisa “Das intervenções artísticas as ações políticas urbanas”. Autor de “As Linguagens Artísticas e a Cidade” (2003) e organizador de “PDP – Mapografias Urbanas” (2012). Além do Manga RosaTranscodificações, realizou outros trabalhos de intervenções urbanas, como “As cores do MAC” (Pque Ibirapuera, SP, 1992), “Caminho” (os arcos da Av. Paulista com Dr. Arnaldo, 1993), Tramas Urbanas(SESC Paulista, 1994).

Francisco Zorzete (1957 nasceu e vive em São Paulo) trabalhou na Divisão de Preservação do DPH (Departamento de Patrimônio Histórico) de São Paulo, tendo depois assumido a Chefia da Seção do Laboratório de Restauro, dedicada às obras de escultura dos logradouros públicos da cidade. Em 1997, estruturou a Companhia de Restauro, empresa especializada na restauração e conservação de bens de interesse histórico, e responsável pelo restauro de importantes imóveis, entre eles o Edifício Central dos Correios, Edifício Altino Arantes (Banespão), Edifício Itália, Palácio dos Campos Elíseos, além de obras de arte, como os Chafarizes e Monumento do Parque da Independência, Esculturas da Praça Ramos de Azevedo, Monumento às Bandeiras, Esculturas da Praça da Sé e Jardim das Esculturas do MAM. Foi também um dos idealizadores da Escola Paulista de Restauro e do MuBE Virtual.

 Alienarte 2, 1979
Aí meu! Atenção para o seguinte: Temos que estar atentos pois o inimigo se fixou dos dois lados. E ele têm armas poderosíssimas, capaz de nos tapar os olhos, de fazer das nossas cabeças as mais lineares possível. Não vamos ficar alinhado a esse eixo único e castrado, onde tudo é estático, onde as coisas só acontecem dentro do código moral de cada um deles. Bicho, a moral não existe! Temos que nos libertar da garra de papai e mamãe, do estático, do seguro, do palpável. A caretice reside em mais lugares do que se pensa. Hoje a história é outra, temos que estar atentos… Não mais masturbações! Não mais doutrinas!
Ocupe se vire Manga Rosa Rua da Consolação 1980
 
Jorge Bassani / Chico Zorzete Velocidade. Mostra Transcriar, organizada por Julio Plaza, em Setembro de 1985. Centro Cultural São Paulo – MAC – USP
Bassani e Zorzete Infinito, 2018 PVC 6 x1,5 x 1,3 m
referência: poesia concreta de Pedro Xisto Infinito

Jorge Bassani and Francisco Zorzete began their careers in the 1970s with the group Manga Rosa, through which they focused on urban artistic interventions. They carried out pieces such as Sinalização (de) Formativa (1979), Projeto Ao-ar-livre (1980), and Homenagem a Flavio de Carvalho (1982). When the group’s activities ended in 1983, the two artists carried out an extensive four-year project investigating how three-dimensional space dialogues with concrete poetry. Exhibitions showcasing the project included two installations in public spaces, A Rosa Dente (1984) and Concretus (1985). As a pair and as members of artistic collectives, Bassani and Zorzete participated in exhibitions such as Imaginacidade (São Paulo Cultural Center, 1986), Panorama da Arte Atual Brasileira (São Paulo Museum of Modern Art, 1985), and Transcriar (São Paulo Museum of Contemporary Art, 1986). In 2013, they published the book São Paulo: Cidade e Arquitetura – Um Guia (São Paulo: City and Architecture, a Guide) which maps a selection of 284 architectural works in the context of the urban infrastructure of various different moments in São Paulo’s history. Their exhibition Conscrescer was shown at the Casa das Rosas in São Paulo in 2017 and 2018, Parque das Ruinas in Rio de Janeiro.

agradecimento Mirtes Marins de Oliveira pela Co curadoria na amarração dessa dupla de artistas Bassani Zorzete.

Como galerista conheci Ronaldo Grossman e Juliana Freire, em meio a aberturas e feiras do sistema convencional da arte. Identifico nos dois uma procura incessante de percorrer novos caminhos, em seus negócios e produções, uma inquietação que se vê presente em suas obras, mesmo em meios e suportes distintos. Juliana Freire como galerista da Emma Thomas, sempre deixou evidente sua alma de artista e aos mais íntimos sua outra dimensão. Recentemente me deparo com sua obra como artista na Casa Modernista, em que busca escutar a casa que fala com ela e seus amigos na vivência com máscaras inspirada na Bauhaus, em uma ação onde evoca o passado e suas vozes.

@Juliana Freire A Bela Adormecida, Casa Modernista, 2018

Juliana Freire (Belo Horizonte, 1977, vive em São Paulo) multimídia artista designer galerista, graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG. Sócia proprietária da Galeria Emma Thomas em São Paulo [11 anos] e em NY [1 ano]. Por 11 anos produziram mais de 100 mostras, eventos, intercâmbios, feiras e apoiaram o lançamento de mais de 300 artistas na cena de arte nacional e internacional. Participou de feiras de arte contemporânea na América Latina, Estados Unidos e Europa. Em julho de 2017 se desliga da galeria e retoma sua carreira como artista e produtora cultural independente. Como artista, fez duas individuais – no Centro Cultural da Universidade Federal de Belo Horizonte e na Casa do Olhar Luiz Sacilotto em Santo André, SP. Participou de mostras em galerias e instituições como Baró Cruz, Emma Thomas, Mezanino, Palácio das Artes, além de espaços independentes. Trabalhou como estilista e designer por 12 anos [1998 a 2010] em empresas como Zoomp, Zaaping, Vide Bula, Nike e há 11 anos é ilustradora da coluna do jornalista Élio Gaspari, no Caderno Brasil, do Jornal A Folha de São Paulo.†
Em seu trabalho recente, Juliana faz uso de uma linguagem híbrida, do desenho e fotografia à performance. Ativar espectros intermediários de relacionamento com o mundo – ou os mundos – são os primeiros experimentos da prática tanto individual quanto coletiva da artista. Os desenhos e bordados narram uma jornada meditativa, já as performances com máscaras em expedições – dispositivos transculturais – traduzem o momento de perda de controle e deriva. Os primeiros desmembramentos desta fase são Topologia de Mistérios, Expedição Akáshica e Corpo Monumento – laboratórios de imersão e observação da sincronicidade, em colaboração com outras poéticas, teorias, artistas, lugares e momentos.††

A Bela Adormecida, Casa Modernista, 2018

Entre amigos para vivencia-la. Ela sigilosamente havia nos convidado no início do ano para acordá-la, com um beijo, porém algo ainda mantinha a inércia (burocracia, emails, autorizações). Em setembro após um sonho, volto ao seu encontro. Ela treme muito, oscila, talvez uma dança de cidade. Há um metro que agora funciona abaixo dela, rios de pessoas abalam a sua estrutura arquitetônica. Agora ‘A Bela’ tem um pouco menos tempo de existência do que, de certa forma, ela teria. As folhas das árvores do Parque, as paredes, os fantasmas, todos dialogam conosco : Yasna Yanez, Paulo Barcellos, Feco Hamburger, Luana Jimennes, Pedro Vicente, Julia Borst, Thiago Galego.Certain lifetimes are more strategically aligned for quantum leaps. You are in such an alignment in the present. ​ Accordingly, the present experience is more poised for critical gain. ​ The myriad frequencial resonances and embellished energies make this.​

Algo Rythm Odyssey

‘às sombras’

“Imaginar é uma coisa, e perceber o que é, é outra, mas as duas estão ligadas.  (…) o pensamento funciona então dentro de suas próprias sombras.” On Living Series II | Krishnamurti​ Você indaga sobre uma Casa Oca? Deveria se atentar aos corpos fisicos, 
pois estes sim estão ocos Desocupados de suas próprias almas, 
abandonados de seus propósitos maiores

You are on an exquisite odyssey of algorithm.

The third dimension serves to assist you in moving higher, and thus works hand in hand with the algorithmic puzzle by facilitating and prompting the outward manifestation of inner spirit through mind.​ The clarity between black and white becomes a bit more shaded in gray, and greater thought is required to differentiate the true path of Mastery. ​The greatest Power is the Power of Love. Mutation by James Tyberonn​

you​

Are ​

as ​

beautiful ​

as ​

the​

universe​​​​

s

so

soo

soon

sooon

soooon

sooooon

soooooon

sooooooon

soooooooon

sooooooooon

soooooooooon

sooooooooooon

soooooooooon

sooooooooon

soooooooon

sooooooon

soooooon

sooooon

soooon

sooon

soon

soo

so

s​​

SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 – Exposição “Divergência Estética cap.1”, no espaço cultural Centro da Terra. Com curadoria de Gabriela Inui, a mostra é o primeiro nó de uma Malha de inteligência coletiva. Foto de Jefferson Coppola
SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 – Exposição “Divergência Estética cap.1”, no espaço cultural Centro da Terra. Com curadoria de Gabriela Inui, a mostra é o primeiro nó de uma Malha de inteligência coletiva. Foto de Jefferson Coppola
SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 – Exposição “Divergência Estética cap.1”, no espaço cultural Centro da Terra. Com curadoria de Gabriela Inui, a mostra é o primeiro nó de uma Malha de inteligência coletiva. Foto de Jefferson Coppola
SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 – Exposição “Divergência Estética cap.1”, no espaço cultural Centro da Terra. Com curadoria de Gabriela Inui, a mostra é o primeiro nó de uma Malha de inteligência coletiva. Foto de Jefferson Coppola

Na especulação do tempo subjetivo, do sujeito, da história, do presente e sua ligação com uma memória afetiva e cultural.

SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 – Exposição “Divergência Estética cap.1”, no espaço cultural Centro da Terra. Primeiro Ato
SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 – Foto de Jefferson Coppola
SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 – Exposição “Divergência Estética cap.1” Foto de Jefferson Coppola
SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 performance inspirada na notícia da apreensão de kilos de cocaína no avião da comitiva do presidente.
SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019
ato inspirado na notícia da apreensão de kilos de cocaína no avião da comitiva do presidente.

Juliana Freire Ativismo Cósmico

Trabalho desenvolvido pela artista a partir do evento que inaugurou a Malha, onde participou com suas obras na abertura e primeiro ato do dia 29 de junho de 2019.

Interlúdio Divergência ed. 10

MEMÓRIA, DOCUMENTO

QUEM é Gregori Warchavchik?

O arquiteto como fotografo e seus retratos

SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 – Exposição “Divergência Estética cap.1”, no espaço cultural Centro da Terra. Com curadoria de Gabriela Inui, a mostra é o primeiro nó de uma Malha de inteligência coletiva. Foto de Jefferson Coppola

Gregori Warchavchik como fotografo e seus retratos:

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas
auto retrato Gregori Warchavchik
A imagem pode conter: 1 pessoa, óculos e close-up
Mario de Andrade retratado por Gregori Warchavchik
A imagem pode conter: 1 pessoa, close-up
Pagú retratada por Gregori Warchavchik
A imagem pode conter: 1 pessoa, close-up
Lina Bo Bardi retratada por Gregori Warchavchik
A imagem pode conter: 1 pessoa, close-up
P. M. Bardi retratado por Gregori Warchavchik
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e close-up
Vilanova Artigas retratado por Gregori Warchavchik

Agradecimentos à Carlos Warchavchik. acervo Gregori Warchavchik e Museu Lasar Segall

Faltou o retrato de Olivia Guedes Penteado a grande Patrona do Modernismo que estava entre os retratos de G. W.

GREGORI WARCHAVCHIK

April 2, 1896, Odesa, Ukraine – July 27, 1972, São Paulo, São Paulo

Gregori I. Warchavchik was a Jewish-Brazilian architect. Warchavchik was born in Odessa, Ukraine which was then a part of the Russian Empire. He began his architectural studies at Odessa University and moved to Rome in 1918 to study at the Accademia di Belle Arti di Roma, the Superior Institute of Fine Arts.

Imigrante Russo judeu, precursor do modernismo na arquitetura e no design brasileiro, representou a vanguarda modernista e construiu juntamente com sua esposa Mina Klabin uma nova estética em São Paulo, uma verdade ruptura, que retirou todo o ornamento da arquitetura, do design e do paisagismo. Ornamentos europeus tão presentes na sociedade paulistana da época. Junto com seu cunhado Lasar Segall casado com Jenny Klabin irmã de Mina, apresentaram o modernismo pela primeira vez no Brasil.

Mina Klabin, primeira paisagista que incorpora plantas nativas nos jardins modernista de seu marido Gregori Warchavchik, sua irmã Jenny Klabin, escritora artista, a primeira a traduzir Goethe para o português, melhor tradução de Fausto até hoje, casada com Segall e responsável pela criação do Museu Lasar Segall, que possui sua biblioteca.

O arquiteto também tinha relações com Tarsila do Amaral que participou das exposições que organizou em suas primeiras casas modernistas em 1930 São Paulo e 1931 Rio de Janeiro, em aberturas para o público das primeiras Casas Modernistas no Brasil. Que foram visitadas por arquitetos importantes como Frank Lloyd Wright e Le Corbusier. Amigo de Mario de Andrade, Tarsila, Lina Bo Bardi, se relacionou com Lucio Costa, com quem abre um escritório no Rio de Janeiro onde Nyemeier e Burle Marx foram estagiários, ficando em seus registros um legado da história do nosso modernismo, mas ainda pouco valorizado e conhecido.

Residência Mauricio Klabin construída em 1917 na Rua Afonso Celso Vila Mariana demolida nos anos 70
Cortesia Museu Lasar Segall
Primeira Casa Modernista Gregori Warchavchik Rua Santa Cruz 1927
hoje Parque Modernista
Cortesia Museu Lasar Segall
Casa Modernista Rua Itápolis, primeira casa modernista aberta para visitação com uma exposição de obras, designe e paisagismo modernista em 1930. Quadro de Tarsila do Amaral, Mandacaru e Dracena Mina Klabin, mobiliário e luminária Gregori Warchavchik
Hoje casa de Carlos Warchavchik que em 2010, antes de se mudar para lá, abriu a casa novamente com uma exposição relembrando a exposição de abertura da casa 80 anos depois.
Cortesia Museu Lasar Segall
Casas Econômicas Rua Berta 1928 foram alteradas com o tempo e hoje possuem telhado Cortesia Museu Lasar Segall
Atelier Lasar Segall ainda preservado no Museu Lasar Segall Cortesia Museu Lasar Segall
Segall e Maurício Segall em frente as casas econômicas. Gregori e Mina em lua de mel Cortesia Museu Lasar Segall
Família Klabin, Mina Klabin tocando piano Cortesia Museu Lasar Segall
Carnaval Jenny e Segall, Família Klabin 1918 e Família Klabin s/d Cortesia Museu Lasar Segall
SPAM SOCIEDADE PRÓ ARTE MODERNA Criação e associados 1931-35 Cortesia Museu Lasar Segall
Baile de Carnaval SPAM Lasar Segall Cortesia Museu Lasar Segall
Baile de Carnaval SPAM Gregori Warchavchik tocando realejo Cortesia Museu Lasar Segall
Baile de Carnaval SPAM Cortesia Museu Lasar Segall
Movimento da população para preservar o Parque Modernista e a primeira casa modernista da rua Santa Cruz 1984 que tombou esse patrimônio e hoje se encontra preservado. Cortesia Museu Lasar Segall
Atriz Jeyne Stakflett refletindo PAGÚ

Ensaios poéticos e musicais

Atendimento Poético de Pedro Vicente

SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 – Exposição “Divergência Estética cap.1”, no espaço cultural Centro da Terra. Com curadoria de Gabriela Inui, a mostra é o primeiro nó de uma Malha de inteligência coletiva. Foto de Jefferson Coppola

SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 – Exposição “Divergência Estética cap.1”, no espaço cultural Centro da Terra. Com curadoria de Gabriela Inui, a mostra é o primeiro nó de uma Malha de inteligência coletiva. Foto de Jefferson Coppola

Pedro Vicente, (1967 nasceu e vive em São Paulo,SP) Mestre em Artes Cênicas ECA USP, pintor e dramaturgo, entrou na arte visual pela cenografia, passando pela dramaturgia, com 9textos encenados, um premiadoe outro indicado, dois roteiros de longasfilmados. Desde 2009 realiza exposições em circuitos acadêmicos e alternativos do Brasil e exterior. Em 2011 vence a Secret Wars Graffiti Euroleague no Hackney WickED Art Festival de Londres. Em 2014 faz residência artística no CSV Cultural Center em Nova Iorque, EUA. Em 2018 estréia como apresentador e roteirista da série documental Móbilis, no Canal Curta.

Em tempo de extremos dissolvendo paradigmas, novos sistemas de crenças e valores em disputa criam configurações humanas desconhecidas que talvez façam sentido na percepção da poesia que sustenta o encaixe e a interdependência entre a subdivisões da matéria. Os efeitos colaterais do fluxo de informação hoje absorvido pelo ser humano talvez ativem um novo sentido que explode a dualidade como o sorriso de um palhaço de três olhos, tornando o prazer da contemplação do cotidiano uma chave para uma tomada de consciência necessária. 

O objetivo do jogo é encontrar o ponto de vista que revela a vida como um poema.

SAO PAULO, SP, BRASIL – 29/06/2019 – Exposição “Divergência Estética cap.1”, no espaço cultural Centro da Terra. Com curadoria de Gabriela Inui, a mostra é o primeiro nó de uma Malha de inteligência coletiva. Foto de Jefferson Coppola
Roger W Lima & Virginie Boutaud “Na Beira do Mar”
Roger W Lima foto Jeff Coppola

Roger W Lima (1966, nasceu e vive em São Paulo), compositor e designer com grande influência de Gregori Warchavchik, por ter nascido e viver em uma casa do arquiteto. Cantor e compositor, começou sua trajetória como músico na escola, no final dos anos 80 compôs e tocou com diversos artistas do rock como Marco Matolli (Clube do Balanço) e Marcelo Fromer & Ciro Pessoa (Titãns). Em 2007 lança A Firma S/A gravando as músicas de sua banda Os Astronautas que o acompanhou na juventude, em 2010 gravou seu primeiro disco solo “8 Musiquinhas & 1 Acalanto” pela YB music, em parceria com Renato Anesi, em 2015 lançou “Ranga Ranga” também pela mesma gravadora, uma homenagem ao falecido pai, com participações de: Edgard Scandurra, Kiko Zambianchi, Virginie Boutaud, Apollo9, Lulina, Silvia Tape, Roni Boy Carvalho, Fernando Rischbieter e teve como produtores Gustavo Ruiz, Pipo Pegoraro, Beto Gibbs. No final de 2018 lançou seu quarto CD, Outro Diário de Amor” também pela YB music, os Singles e o Cd contaram com a produção musical & Visual de Otávio Dias.

Alpa Kamashka Akasha( El in-cantante diSerpientes Majestosas) foto Roger W Lima
Alpa Kamashka Akasha( El in-cantante diSerpientes Majestosas) Foto de Jefferson Coppola
Alpa Kamashka Akasha( El in-cantante diSerpientes Majestosas) Foto de Jefferson Coppola

Alpa Kamashka Akasha( El in-cantante di Serpientes Majestosas) Cantador, catalisador e conservador de estórias mirabolescas… inspiradas no cancioneiro popular do inconsciente cosmológicoentidade Andina também conhecida como A.K.A. ou simplesmente Alpa Kamashka ou Alpa… manifestada pela primeira vez no Brasil em dezembro de 2010 e identificada/nomeada em 2014. Seu aniversário é celebrado no equinócio de outono (hemisfério sul) em torno do dia 20 de março. Sua prévia encarnação foi entre os circassianos durante o século XV, a qual deixou marcas indeléveis. Desde 2010 compôs aproximadamente 50 canções as quais a maioria é cantada em “português”, mas também no idioma definido como “língua-paisagem” onde… “Qualquer semelhança com espanhol, castelhano, italiano ou português é mero acidente”. A.K.A. criador do projeto “mudosABsurdos”… toca um teclado Ultra-Vaga-Bond com “timbres popularescos” e melodias simples para acompanha-lo em sua cantoria das canções de “estórias fabulísticas” com “letras alendárias”. Alpa Kamashka… apenas: corpo humano ou terra animada… um “museu folclórico” da humanidade, onde sua origem se perde no tempo/espaço transdimensional. A melhor maneira de entrar em contato com esse vasto universo proposto por Alpa é através de suas performances ouvindo canções tais como: Vinas Delemar, O Canto do Fantasma, Criatura Mini-atura, Alendaluz, Cantigaláxia, JeLuz Krishna, Valete de Oro, etc.

Fernando Alves Pinto, 1969 nasceu e vive me São Paulo, ator, músico, entrou na Malha de improviso no Serrote e no Piano, acompanhando seu irmão Pedro Vicente na leitura de seu manifesto. No piano improvisou na leitura de Jeynne Stakflett do manifesto poético de Tiel del Valle. Como ator ficou conhecido atuando em Terra Estrangeira 1994, desde então vêm atuando em filmes, televisão, teatro. Atualmente está em cartaz com a peça “Piaf e Brecht, a Vida em Vermelho” em que contracena com Letícia Sabatella.

Jeyne Stakflett foto Jeff Coppola
SAO PAULO, SP, BRASIL – Tiel Del Valhe foto Jeff Coppola

Tiel Del Valhe e Jeynne Stakflett, com seu happening no palco “Ego em ruptura: um ode ao passado presente no futuro”, (1979, nasceu e vive em São Paulo) poeta, músico e ator. Participa, desde 2003, como ator, declamador e violonista, de um grupo espírita de teatro, dança e música mambembe que visita abrigos para crianças, casas de repousos, albergues para moradores de rua e realiza apresentações gratuitas – foram mais de 150 nestes 16 anos.

Sonpekiza Trio Foto de Jefferson Coppola

Sonpekiza Trio

O Sonpekiza Trio é um trio de improvisação e experimentação musical e sonora.
Formado por Bruno Iasi – bateria, André Senna – guitarra e Paulo Bira – baixo, tem como base para suas apresentações a música em tempo real, dialogo entre assuntos aparentemente distantes, uma escuta ativa beirando a inovação, gerando confiança em uma proposta multilateral.

As músicas que vão para o ar, na forma de álbum virtual e canal de youtube são improvisos gravados, composições espontâneas que os músicos criam a cada encontro.

Dentre as diversa apresentações realizadas, o Sonpekiza Trio fez parte do Cine no Deck programação oficial do C.U.C.A. Culturas Urbanas, Conexões Artísticas – evento da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, tocando ao vivo e de improviso trilha sonora para o filme A Paixão de Joana D’Arc (1928) de Carl Theodor Dreyer no Largo São Francisco. Tocou na Mostra Cine Luz da Casa da Luz improvisando a trilha para os filmes de Décio Zomignan Amorim (1964) e esteve na trilha da performance experimental Rupture de Eric Gottshall e Adriana Norat no Art During The Occupation Gallery, Bushwick, NY. Em São Paulo o trio se apresenta regularmente nas casas do underground tais como Porão da Cerveja, Trackers, Madre Superiora etc.

André Senna – guitarra, efeitos e samplers
Paulo Bira – baixo e efeitos
Bruno Iasi – bateria acústica e eletrônica e samplers

Contato: Paulo Bira +55 11 991795062 Email: paulobira@gmail.com

Agradecimentos a todos os envolvidos, em especial a Mauro Restiffe, Ronaldo Grossman, Keren Karman, Carlos Warchavchik, Ana Varella, Ana Cládia Sá, Maria Luisa Inui, Chico Zorzete, Jorge Bassani, Maria Pierina Ferreira de Camargo, Éderson José de Abreu, Bete Saviolli, Paulo Mauro M. de Aquino, Chappola, Jeff Coppola

CULTURA E MICROPOLÍTICA

nas redes sociais, em posts que se engajam na história.

A imagem pode conter: planta, árvore, mesa e atividades ao ar livre
Casa Econômica da Rua Berta, ainda com a laje original

Vivo em uma das casas econômicas modernista na Rua Berta há 15 anos, uma casa tombada, que me levou aos poucos a me envolver com sua história, entender a sua importância e aprender sobre nossa vanguarda modernista, ainda pouco compreendida e documentada. Nesse período em que resido na rua Berta surgiu a percepção de que esse legado tão importante se encontra em perigo, sofrendo alterações e desaparecendo com o tempo. Acabei me envolvendo no ativismo de protege lo por viver em uma das “Casa Econômicas” projetada pelo arquiteto, onde percebi na pele a sua destruição, presenciando as mudanças de tombamento da minha rua e das casas, para se construir uma Igreja Universal e cinco blocos de escritórios grudados em minha casa. Um ativismo que se tornou um processo acionado pela construtora e que nos condenou (eu e outros três moradores da rua) quando a obra acabou, deixando nossas casas rachadas e me levando a escrever um roteiro, onde mistura minha história pessoal nesse ativismo e a minha pesquisa sobre o Modernismo brasileiro.

História entendida na preservação de sua estética, ou em sua destruição, no cuidado e na perversão.

Clube, cultura de elite, a elite contemporânea que desconhece o valor de sua própria história.

O fim do salão de baile, o fim do jardim, a sociedade do espetáculo.

Post no Facebook que viralizou e tornou possível uma ação em rede inteligente que se criou a partir dele, na junção espontânea de muitas pessoas para afirmar uma opinião estética, que envolve ética, política, história e cultura.

Última dança no salão de festas de Gregori Warchavchik, localizado no clube pinheiros. Vão #DEMOLIR um Patrimônio Histórico da arquitetura moderna no Brasil projetado pelo primeiro arquiteto modernista no país e substituí-lo por uma arena mais “moderna” e lucrativa, sem considerar o arquiteto e o projeto original. Hoje fui visitar o elegante salão depois de saber dessa triste ☹️notícia, ao ver o novo projeto de renovação do salão na revista do clube que os sócios recebem. A prova que vivemos uma verdadeira divergência estética fruto de uma ignorância financeira. Brasileiros parem de destruir nosso patrimônio histórico cultural, que tradição ignorante😢não valorizar nossa história. o valor desse salão é incalculável. #lastdance at the modernist #ballroom @ Esporte Clube Pinheiros

Image may contain: night and indoor
No photo description available.
No photo description available.
No photo description available.
No photo description available.
Image may contain: plant and indoor
Image may contain: outdoor
No photo description available.
fotos Gabriela Inui

Abaixo Assinado criado em maio de 2019 para preservar o salão já em fase de aprovação do novo projeto pela prefeitura. click para assinar!

Preservar uma obra considerada patrimônio arquitetônico não é uma questão de gosto ou vertente política. É questão de preservação de aspectos da vida em sociedade, como educação, arte, cultura, história, memória afetiva, identidade e lazer.
Patrimônio histórico não é de ninguém. É de todos!

O projeto de revitalização do salão que demonstra a destruição do projeto original na pag 31, 32, 33 da revista do EC Pinheiros de maio de 2019 abaixo.

pag 31, 32, 33 da revista com o novo projeto do salão

Movimento que realiza na micropolítica uma possibilidade efetiva de uma nova política.

Como a elite renega a sua cultura no decorrer da história em nosso país? Porque nosso modernismo ficou fragmentado deixando somente vestígios sem uma continuidade clara? Nesse contexto a estética assim como o seu desaparecimento, se tornam claramente relacionados à política.

Image may contain: plant, sky and outdoor

O Mandacaru de Mina Klabin, a primeira paisagista modernista brasileira, colocando cactos e dracenas nativas no paisagismo das construções de seu marido Gregori Warchavchik, foto do jardim do Salão de Baile Modernista que vai ser demolido.

Pensar o valor e a falta de valor, quando se releva somente o valor econômico. Sendo assim o quanto a arte se subordina a esse sistema que visivelmente a esvazia.

O Micro e o Macro se equivalem diante as forças do poder econômico, em sua ética e ação. O embate estético entre preservar e destruir. O tempo e a memória como afirmação, até mesmo para fomentador novas produções, ou o vazio da negação.

PRESS

Estadão São Paulo 2 de Junho de 2019
https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,reforma-em-salao-modernista-do-clube-pinheiros-gera-polemica,70002853032

Veja SP São Paulo 7 de Junho de 2018 https://vejasp.abril.com.br/cidades/conpresp-volta-atras-decisao-tombamento-salao-festas-clube-pinheiros/

no salão modernista

DANÇA EM ANDAMENTO

CAMINHANDO NAS MALHAS DA LIBERDADE /Walking in the Meshes of Freedom

Aesthetic Divergence Chap. 1 Modernist Ballroom

criado por Gabriela Inui (gabrielainui@gmail.com) @MALHA2019

Advertisements